A influência do metaverso na busca por moradia

Foi dado o player inicial na procura e negociação de imóveis no mundo virtual

A quebra da divisão entre o mundo físico e o virtual originou um dos termos mais discutidos no último ano: o metaverso. 

A possibilidade de conectar e interagir fisicamente com o universo virtual, cria uma ideia de realidade paralela que proporciona uma experiência de imersão completa. Tecnicamente, o metaverso não é real, mas como fazer essa distinção quando está tudo intimamente conectado?

Para falar com mais propriedade do assunto e trazer um novo conceito na busca por imóveis, entrevistamos o pós-graduado em Ciência de Dados, formado em Publicidade (UFRGS), Creative Coder e Gerente de Inovação na Unidade de Inovação, José Masiero.

O que é o metaverso?

Para Masiero o metaverso é um dos termos que definem o momento atual, que é de convergência e maturidade de diversas tecnologias. É como uma nova interface computacional altamente contextualizada para o usuário: imersiva, 3D, espacial e 100% do tempo integrada em rede. 

“Novas formas de cultura, negócios e socialização estão latentes e devemos começar a experimentar o potencial deste novo ambiente para que possamos nos tornar conscientes das suas consequências”, afirma o gerente de inovação. 

Quais os exemplos existentes de aplicação prática do metaverso?  

“O mercado dos games com sua grande base de usuários e comunidades online é tido como um proto-metaverso, onde pessoas passam grande parte dos seus dias interagindo e socializando com outros participantes”, explica Masiero. 

Segundo ele, durante a pandemia, estes ambientes chamaram a atenção da indústria da música que passou a realizar grandes eventos musicais para milhões de pessoas virtualmente. 

Grandes marcas, como Gucci, Disney, também estão criando ações de marketing em algumas destas plataformas.E empresas, como Boeing e BMW fazem uso intensivo dos ambientes virtuais, chamados de Digital Twins, para planejamento de espaços, treinamento de robôs e capacitação de pessoas.

“Por enquanto, são iniciativas dispersas de empresas que já começam a perceber a geração de valor provocada por estas novas formas de interação com a computação” acentua.

Quais são os benefícios que o metaverso pode trazer para o dia a dia? 

Masiero destaca como benefícios comprovados do metaverso:

  • Aumento de produtividade;
  • Redução de custos;
  • Acessibilidade;
  • Descentralização;
  • Mais engajamento dos usuários;
  • Crescimento da taxa de conversão de venda.

“Para o usuário final, o metaverso tende a facilitar diversos processos da sua rotina e criar novas formas de interação altamente personalizadas com o mundo real”, finaliza. 

O metaverso mais próximo do usuário

A DBLab permite algumas experiências no metaverso, como a Vroom. A VRoom é uma plataforma web de ambientes virtuais imersivos, onde cada usuário é representado por seu avatar e compartilha um mesmo espaço com outros em tempo real. É uma tecnologia de Realidade Virtual que pode ser acessada de computadores, smartphones e óculos VR, simultaneamente. 

“A missão da VRoom é democratizar o ‘metaverso’, tornando-o uma experiência cada vez mais tangível e acessível para pessoas colaboradoras, parceiras e clientes da DB”, explica Masiero.

Digital Twins, Internet das Coisas, Realidade Aumentada, são algumas das tecnologias que a DBLab associa aos ambientes virtuais dos clientes para gerar valor aos seus negócios. Outro foco, é o desenvolvimento de experiências educacionais que fazem uso de, por exemplo, mecanismos de gamificação para redes de ensino ou treinamentos em organizações.

A busca por imóveis no metaverso

A Mira é uma ferramenta desenvolvida pela DBLab em parceria com a Plataforma 36Z que permite buscar imóveis através de realidade aumentada. 

Para o desenvolvedor, este é apenas o começo de uma grande jornada. 

“Receber informação contextualizada onde quer que estejamos, integrando informações digitais ao mundo real, é um dos grandes potenciais do metaverso e a Mira realmente entendeu esse conceito e começa a gerar valor real para seus clientes desde a primeira versão”, argumenta Masiero. 

Ele ainda finaliza dizendo que, com as novas possibilidades tecnológicas, como o uso de visão computacional, 5G, maior precisão na localização e integração de novos serviços, a Mira tem um futuro brilhante e certamente será um player importante nas iniciativas de Metaverso do mercado imobiliário.

Busca por realidade aumentada com a Comerlato

Próxima de completar 64 anos, a Comerlato será uma das imobiliárias pioneiras em disponibilizar a busca de imóveis em realidade aumentada através da Mira. Essa nova tecnologia, que lembra muito o game Pokemon Go, será um marco no mercado imobiliário, pois vai proporcionar uma mudança na forma como as pessoas procuram imóveis para comprar ou alugar. Através de um link no seu navegador, combinado com a câmera do seu smartphone, você poderá ver em realidade aumentada as opções de imóveis que estão próximas a você, podendo ver detalhes como fotos internas, vídeos e informações sobre o imóvel. 

“Estamos inovando mais uma vez trazendo essa experiência para quem procura imóveis. 

Há um desafio muito grande por ser uma novidade, entretanto é uma experiência bem divertida, que mistura o físico e o digital, economizando o tempo de quem procura imóvel.” Afirma Alexandre Spolavori, CEO da Comerlato.

O lançamento oficial dessa tecnologia será no dia 24 de junho na sede da Comerlato, na 24 de Outubro, 1324.

Sobre o entrevistado

José Masiero é pós-graduado em Ciência de Dados, formado em Publicidade (UFRGS) e Creative Coder. Há mais de 10 anos trabalha com inovação, combinando criatividade e conhecimento técnico para gerar interações envolventes entre clientes e empresas através das mais variadas tecnologias. Possui conhecimento avançado sobre Realidade Estendida e suas aplicações práticas, além de ter desenvolvido produtos que fazem uso das técnicas como: optical see-throught, machine learning, WebXR. Programa em Python, Keras, Processing e Javascript como meios de prototipagem rápida de soluções de software para atender as mais variadas demandas por HCI (Human-Computer Interaction) do mercado. Atualmente, atua  como Gerente de Inovação na Unidade de Inovação da DBServer (DBLab).

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